DES(a)TINOS DO SINTOMA NO FINAL DE ANÁLISE: DO INCONSCIENTE SIMBÓLICO AO INCONSCIENTE REAL

PRELÚDIO VI Lá onde o sujeito não pensa, ele escolhe; lá onde ele pensa é determinado. Lacan O que se espera do sintoma no final de análise? Des(a)tinos? Na mitologia, “o destino é uma divindade cega, inexorável, nascida da Noite e do Caos” [2]. O Caos – abismo insondável –, indescritível e indefinível, gerou a Noite, que gerou…

Na mira do coração

Luiz Andrade É mais do que oportuno, é  razoável e salutar, que agora nos debrucemos sobre as variações dos destinos da análise. Isso porque não nos bastam nem os artifícios da elasticidade técnica propalada por Ferenczi, nem a ajuda necessária da Bruxa Feiticeira, para acalmar nossas inquietações sobre a variabilidade no efeito de nossas análises e…

(Des)enlace analítico

Marcia de Assis “Não-todo ser falante pode autorizar-se a produzir um analista. Prova disso é que a análise é necessária para tanto, mas não é suficiente”[1]. J. Lacan Ao propor o termo (des)enlace com essa grafia, busco falar de um dos destinos das análises que não é uma parada no meio do caminho, nem uma interrupção, mas…

“Os destinos do sintoma” ou“Os destinos de uma análise”

Gracia Azevedo “Os destinos do sintoma” ou“Os destinos de uma análise”             A partir do texto de Freud “As pulsões e suas vicissitudes”¹, poderíamos falar de “Uma análise e suas vicissitudes” em torno do sintoma e a sua gramática no matema da fantasia. Sabemos que Freud, em Análise terminável e interminável², fala dos obstáculos à…

Destinos das análises

Eliane Z. Schermann “Destinos das análises” é um tema muito amplo que nos sugere primeiramente pesquisar qual o sentido do termo destino, segundo Freud. No texto “O problema econômico do masoquismo”, Freud (1924) assevera que “a última figura na série iniciada com os pais é o poder sombrio do Destino, que apenas poucos dentre nós são…